terça-feira, 5 de maio de 2015

7 Formas de Iniciar a criação de um livro

Você já teve vontade de escrever um livro? Não sabia como começar? Ou se já começou está se sentindo meio perdido? Este artigo traz idéias de como organizar, desenvolver e escrever o seu livro. Boa sorte e claro boa leitura! Beijos.



Método 1 de 7: Criação de um Conceito.


1. Abrace uma ideia. Ela será o ponto de partida para todo o trabalho. Fica mais fácil encontrar a inspiração que faltava para dar o pontapé inicial no seu projeto literário se você estiver disposto a aceitar novidades, mudanças e observar tudo à sua volta. Daí a importância de sair por aí fazendo e acontecendo.
  • O conceito pode vir de várias formas diferentes. Pode ser uma ideia geral para o enredo, a imagem vívida do ambiente onde se passa a história, a descrição de um personagem fascinante, etc. Por mais vago que seja o conceito, ele sempre pode vir a se tornar um livro interessante.
2. Pesquise sobre o conceito escolhido. Agora que você já tem uma ideia sobre o quê escrever, informe-se sobre o assunto. Por exemplo, imagine-se escrevendo uma ficção futurística sobre videogames para crianças. Observe a molecada nos fliperamas, leia sobre a evolução e últimas novidades sobre videogames e coloque a mão na massa - ou seja, jogue bastante! Ao se empenhar na pesquisa, você vai passar por experiências e situações que vão fornecer mais e mais idéias para a história do seu livro.

3. Explore o conceito. Este é o segredo para conseguir construir o enredo. Você pode tornar o conceito mais complexo ao criar uma conclusão lógica para o mesmo, tendo em mente os resultados e consequências das circunstâncias apresentadas, por exemplo.
  • Ainda no exemplo dos videogames, podemos ir mais a fundo nos perguntando quem fez os jogos. Para quê? O que acontece com quem joga?

4. Leve em conta o público-alvo. Para quem você está escrevendo o livro? Cada grupo étnico, de faixa etária, etc tem os seus gostos, particularidades e experiências compartilhadas. Assim fica mais fácil desenvolver o conceito, determinando o tom usado na narrativa e nos diálogos, determinar como desenvolver os personagens e como a história vai se desenrolar.
  • Apesar disso, não se sinta limitado pela escolha que fez. Ou seja, só porque você vai escrever um livro sobre crianças e videogames, isso não quer dizer que a história não possa ser interessante para adultos também. Veja o caso do Harry Potter. Mas caso você pretenda escrever um livro que consiga envolver mesmo o público que nunca teve contato nenhum sobre o assunto da história, você terá que fazer um trabalho excepcional descrevendo os personagens e os acontecimentos para que a obra seja acessível a todos.

Método 2 de 7: Organize o seu Enredo


1. Determine a estrutura do livro. Sem ela, raramente um livro sai do rascunho. Há basicamente dois tipos de estruturas a seguir. Vale lembrar que, além de uma não excluir a outra, elas podem ser combinadas. As principais são:
  • Estrutura do texto teatral. Normalmente ligada a peças e filmes, pode ser facilmente usada em romances também. A teoria desse tipo de narrativa prega que as histórias convencem quando são separadas em partes bem distintas. Normalmente são três partes, mas pode-se também escrever duas ou quatro seções. Na estrutura dividida em três partes, o primeiro ato consiste em apresentar o personagem principal e os coadjuvantes, o ambiente, o problema a ser superado e informações a respeito do que tinha se passado antes da história em questão começar. Esse início responde por 25% da história. O segundo ato descreve como a ação se desenrola, normalmente descrevendo como os personagens mais importantes enfrentam uma grande adversidade. Esse é o filé da história, correspondendo a 50% da trama. O terceiro ato é a conclusão, na qual o herói enfrenta o vilão e a história atinge o seu clímax. Segue-se então uma sequência de cenas finais. Cada um desses três atos pode ser subdividido em três subseções, cada uma com a sua própria história menor.
  • A Jornada do Herói: Essa teoria ensina que quase toda história pode resumir-se a uma série de arquétipos. Ela começa com o herói sendo convocado para viver uma aventura, a qual ele inicialmente rejeita. Mas outros personagens entram em cena para ajudá-lo a fazer a transição do mundo no qual ele sempre viveu para o mundo de aventuras (no qual ele sente-se solitário e perdido no começo). Vêm então uma série de contratempos e desafios a serem vencidos, geralmente com o auxílio de mais personagens que ele encontra pelo caminho. No final de todas as provações, o herói passa por uma grande transformação pessoal. Finalmente, ele enfrenta o principal vilão da história e volta para casa, trazendo consigo as recompensas pela vitória.
2. Defina o tipo de conflito que vai dar mais profundidade à história. Ao trabalhar o conflito, pode-se chegar a mais desdobramentos e reviravoltas. Os principais tipos são:
  • Homem versus Natureza. O personagem principal luta contra um fenômeno natural. Por exemplo, ele se perde no meio da vida selvagem e é obrigado a enfrentar um animal perigoso como antagonista. O filme 127 horas é um bom exemplo (homem fica com o braço preso nas pedras e tem que tomar uma decisão radical para sobreviver).
  • Homem enfrenta o sobrenatural. Aqui o protagonista luta contra criaturas como fantasmas, demônios. deuses ou outros seres que não pertencem a este mundo. O Iluminado é um filme que ilustra bem esse tipo de conflito.
  • Homem contra homem. É o conflito mais básico que existe, no qual o seu protagonista enfrenta outra pessoa. O Mágico de Oz é um exemplo clássico.
  • Homem contra a sociedade: Aqui o personagem principal vai contra as regras ou normas da sociedade. O romance Fahrenheit 451 ilustra esse conceito.
  • Homem enfrenta a si mesmo. Neste caso, o personagem principal enfrenta os demônios que carrega dentro de si mesmo em um conflito interno intenso. Por exemplo, O Retrato de Dorian Gray.
3. Trabalhe os temas que permeiam o livro. Mesmo sem querer,você acabará lidando com um tema. E ele é a parte principal da história. Ao escrever sobre ele, você fatalmente vai fazer uma afirmação sobre a sua opinião pessoal sobre o assunto. Pense nos temas presentes no seu livro ou que poderiam ser inclusos nele e o que você tem a dizer a respeito. Isso pode ajudar a desenvolver o enredo, criando situações para mostrar suas idéias e opiniões.
  • O epicentro do livro Duna (de Frank Herbert) não é o injustiçado tentando vingar a família dele. Na verdade, a história é sobre os perigos do imperialismo. Herbert deixa claro que acredita que as potências ocidentais tornaram-se irremediavelmente atreladas a uma situação à qual não pertencem e a qual nem em sonho pode ser controlada.
4. Administre as reviravoltas. Elas são os eventos importantes que mudam o curso de ação do protagonista. Você precisa distribui-las ao longo da história para manter o interesse do leitor. Geralmente há uma reviravolta que faz o personagem principal embarcar na aventura, outra na qual todos os planos do herói para vencer os obstáculos vão por água abaixo e finalmente um clímax que desencadeia a batalha final.

5. Faça o rascunho geral. Uma vez que você sabe a onde quer chegar e como chegar lá, coloque tudo no papel ou editor de texto. Esse rascunho será o seu guia indispensável para o seu processo criativo. Escreva a parte mais importante de cada cena, o propósito de cada cena, quais personagens estão em cena, onde ela se passa, o que eles estão pensando e sentindo, etc. Feito o esboço, é só acrescentar cada mínimo detalhe sobre a sequência de eventos para cada cena. Essa é a melhor forma de evitar o branco criativo que os escritores costumam enfrentar, pois assim você consegue escrever pelo menos a essência de cada cena, mesmo que ache que ela ainda não esteja perfeita.
Método 3 de 7: Desenvolvimento de Personagens
1. Defina quantos personagens aparecerão no seu livro. Quanto menos personagens, mais minimalista e solitária será a sensação para quem lê. Quanto mais personagens, mais rico e elaborado será o mundo peculiar que você está criando (lembre-se de Tolkien da trilogia Senhor dos Anéis). É importante determinar o número de personagens já no planejamento do livro, pois eles vão interagir entre si para criar verossimilidade na história.

2. Deixe seus personagens verossímeis. Ninguém é 100% bom ou ótimo em tudo que faz, sem defeito algum. Dar aos personagens defeitos e dificuldades fará com que eles sejam mais próximos da realidade e vai ajudar os leitores a se identificarem com eles.
  • Os defeitos dos personagens darão a você a oportunidade de melhorá-los conforme a história vai progredindo. Talvez essa seja a regra de ouro para uma boa história: seu personagem enfrentando desafios para tornar-se um ser humano melhor no final. É isso que o leitor quer ver, pois ele quer acreditar que, apesar de todas as dificuldades (ou justamente por causa delas), ele também vai acabar se tornando uma pessoa melhor.
3. Aprofunde os personagens. Assim que você conseguir criar um personagem verossímil, conheça a fundo todas as facetas dele. Imagine em como ele reagiria a diferentes situações (mesmo que elas nunca apareçam no livro). Pense no que é preciso acontecer para que ele sinta os mais variados níveis de sentimentos (ódio, raiva, frustração, satisfação, compaixão, etc). Quais são os sonhos e esperanças dele? O que o faz chorar? Quem é mais importante para ele, e por quê? Sabendo tudo isso sobre seus personagens, você vai conseguir entender melhor como eles iriam agir nas situações que você cria para eles. O personagem fica mais consistente e próximo da realidade.


4. Avalie seus personagens. Uma vez que você está no meio do processo de desenvolvimento deles, pare para avaliar se eles são realmente importantes para a trama. Caso não sejam, é melhor cortá-los. Personagens irrelevantes em abundância podem estragar um livro com potencial para ser excelente.



Método 4 de 7: Construa o Ambiente


1. Visualize o ambiente. Imagine onde se passa a história do livro. Imagine a arquitetura, o modo como as cidades foram projetadas, como são a fauna e a flora, etc. Agora passe toda essa imagem vívida para o papel ou computador. Dessa forma suas descrições serão mais consistentes e detalhadas, permitindo a criação de ambientes mais realistas e que conseguem levar o leitor à uma imersão na história.
  • Por exemplo, suponha que o céu no seu livro é verde. Tudo o que você precisa fazer para convencer o público é acreditar que o mundo criado por você está realmente ali. Descreva como o pôr-do-sol foi deixando no céu uma cor verde-pálida como a parte de trás de uma folha até ficar com uma tonalidade verde iridescente, cheia de reflexos como uma bolha de sabão. Faça com que o leitor consiga visualizar as imagens do livro como se ele mesmo estivesse vendo tudo de perto.
2. Lembre-se da logística. Digamos que você tenha decidido escrever sobre um grupo de heróis atravessando a pé a montanha para chegar em uma cidade lendária do outro lado. É uma boa premissa, mas há de se levar em conta que a travessia de uma montanha leva muitos meses, ou seja, é preciso ser razoável. Por exemplo, imagine se a jornada deles terminasse em dois dias. O leitor ficaria no mínimo frustrado por achar um furo tão grande no enredo.

3. Use os cinco sentidos a seu favor. Você precisa estimular os sentidos do seu público se quiser que eles se envolvam totalmente com a história. Não basta dizer que seus personagens comeram carne assada. Diga como a carne estava suculenta a ponto do caldo dela encher a boca de um aroma de churrasco a cada mordida. Outro exemplo: ao invés de simplesmente dizer que o sino estava tocando bem em cima da sua cabeça, descreva como o som do sino estava tão alto que parecia martelar cada pensamento existente na sua mente, até que você não conseguia pensar em absolutamente mais nada exceto o tocar do sino.



Método 5 de 7: Prepare o Seu Canto Criativo

1. Escolha um método para criar. Pense em como você quer escrever o livro. Na medida em que a tecnologia avança, fica cada vez mais fácil pôr as idéias em um editor de texto. Lembre-se de que o método que você escolher vai influenciar diretamente o modo de publicação do livro. 

Você pode escrever o texto com caneta e papel, digitá-lo no computador ou usar um programa que grava a sua voz e a transforma em texto. A escolha é bastante individual; o que funciona para um pode não ser prático para outro.
Você pode escrever o texto com caneta e papel, digitá-lo no computador ou usar um programa que grava a sua voz e a transforma em texto. A escolha é bastante individual; o que funciona para um pode não ser prático para outro.
Você pode escrever o texto com caneta e papel, digitá-lo no computador ou usar um programa que grava a sua voz e a transforma em texto. A escolha é bastante individual; o que funciona para um pode não ser prático para outro.
Você pode escrever o texto com caneta e papel, digitá-lo no computador ou usar um programa que grava a sua voz e a transforma em texto. A escolha é bastante individual; o que funciona para um pode não ser prático para outro.
  1. 2. Defina onde será o seu canto criativo. Você precisa de um espaço no qual possa trabalhar sem interrupções. O lugar precisa ser confortável e livre de objetos que o distraiam. As escolhas mais comuns são o escritório de casa, um café tranquilo ou uma biblioteca.

    3. Deixe alguns mimos ao alcance das mãos. Tenha tudo o que você precisa por perto para diminuir as interrupções o máximo possível. Uma garrafa térmica com café, petiscos, uma cadeira preferida, enfim, cada escritor tem um ritual sem o qual não consegue trabalhar.
Método 6 de 7: Decida Sobre o Horário de Trabalho
1. Conheça o seu ritmo e quais os horários nos quais você consegue ser mais criativo. Pode ser que a escrita flua melhor após ler o livro de outro autor. Ao ter esse auto-conhecimento você consegue organizar o que ajuda o seu trabalho e a evitar o que atrapalha.

2. Escreva sempre nos mesmos horários. Uma vez decidida a rotina de trabalho, mantenha-se fiel a ela. Durante esse período, dedique-se exclusivamente à arte de escrever. Assim o hábito de criar naquele mesmo horário torna-se natural e você consegue ser mais produtivo.

3. Saiba superar o bloqueio criativo. Não é nada fácil continuar escrevendo quando não se tem inspiração. Não ignore o problema; ao invés disso, busque inspiração à sua volta. Faça uma pausa e saia para ver gente, ler outros autores, ver filmes, aprofundar-se na pesquisa sobre o assunto do livro, enfim, vale tudo para não deixar o trabalho parado por muito tempo. Caso contrário, você será um daqueles escritores com vários livros inacabados e nenhum publicado.
Método 7 de 7: Orientação Específica
1. Comece a escrever o seu livro! Agora que você já conhece os segredos para tornar seu livro interessante, é hora de colocar tudo em prática. Vale conferir os seguintes artigos do wikiHow. Eles podem servir de referência:

    #Dicas
    • Não se acanhe de pedir ajuda a outras pessoas. Críticas construtivas e opiniões sinceras são sempre bem-vindas, uma vez que você não tem como avaliar o seu próprio livro imparcialmente.
    • Deixe para pensar no título do livro depois de terminá-lo. A melhor hora para dar um nome a ele é depois que você terminar de revisar o texto.
    • Carregue sempre papel e caneta ou qualquer outra coisa na qual você pode ir anotando suas idéias conforme elas forem aparecendo. Nunca se sabe quando exatamente elas virão, então vale a pena estar sempre prevenido!
    • As chances de vender seu livro aumentam se ele tiver entre 200 e 250 páginas.
    • Pegue uma folha, escreva as primeiras palavras que vierem a sua cabeça, depois leia todas elas, assim você terá algumas inspirações para acompanhar a linha de raciocínio que você já iniciou.


    • Este artigo foi fundado por Wikihow.

    sexta-feira, 1 de maio de 2015

    A CONTEXTUALIZAÇÃO DO ASSÉDIO MORAL

    O assédio moral é tema novo e atual, porém quando nos referimos ao vocábulo “novo”, o objetivo não é passar a ideia de que o tema vem acontecendo há pouco tempo - muito pelo contrário, pois ele ocorre há anos. Essa cultura escravista que temos presente na nossa sociedade (somos de uma cultura que já praticou a escravidão,  abolida pela Lei Áurea, há pessoas que ainda são adeptas ao trabalho exaustivo sem proporcionar ou visar meios adequados, bem como possuem uma visão de que os empregados são meros "objetos" de seus empregadores).. O fenômeno que vem acontecendo é a popularização do termo e a proteção do trabalhador que sofre tal tipo de humilhação. Muitos trabalhadores sofreram quietos com medo de serem dispensados ou receberem algum tipo de sanção. Atualmente, vem sendo instaurada uma política diferente nas empresas, uma gestão de pessoas, que visa coibir comportamentos abusivos por parte dos empregadores. O judiciário já está atento a esse comportamento de igual forma, exarando decisões em favor das vítimas bem como aplicando indenizações de caráter pedagógico aos agressores.


    Tal abuso tem recorrência histórica em todo o mundo, principalmente nas sociedades ocidentais industrializadas, onde o mercado de trabalho é um campo de batalha no qual muitos visam tirar vantagens, com melhores resultados, inobservando deveres éticos, de boa índole, dentre outros, que deveriam prevalecer sempre dentre as relações trabalhistas, desde os primórdios da humanidade e do surgimento do trabalho o assédio moral existe e participa do processo disciplinar: nos ofícios dos antigos artesãos; nos casos de escravidão; na Idade Média; nos setores industriais da Era Moderna pós-Revolução Industrial e perdura ainda e até hoje.
    Geralmente nas relações de trabalho, há uma parte que é mais vulnerável – circunstância esta que geralmente opera-se na figura do empregado (razão pela qual a Justiça do Trabalho é inclinada a defender os interesses do mesmo, ou seja, é adepta do “in dubio pro operário”). O empregador, o chefe, o patrão, geralmente por serem detentores de mais autonomia e autoridade, aproveita-se de tais atribuições para intimidar e pressionar os seus empregados – configurando o tipo de assédio mais comum, este que é chamado de assédio moral vertical descendente. Os empregados, por sua vez, aceitam o abuso por medo de serem prejudicados e/ou perderem seus empregos.


    Note-se não há uma regra para o assédio moral ocorrer no tocante aos sujeitos da situação. A mesma pode se dar entre agentes do mesmo nível hierárquico dentro do ambiente de trabalho, caracterizando o chamado assédio moral horizontal ou transversal, que pode ocorrer de maneira simples – quando praticado por um colega, geralmente quando há disputa de cargos, promoções dentre outros conflitos que podem surgir no ambiente de trabalho – bem como da forma coletiva, quando um grupo se reúne para atacar um colega específico, seja pelos mais diversos motivos.
    Outro tipo de assédio moral, classificado pelos doutrinadores e visto como o mais raro é o assédio moral da forma vertical ascendente, onde o empregado adota um comportamento abusivo em relação ao empregador e, geralmente age em grupos – pois é mais difícil que só um empregado desestabilize um empregador.
    O que caracteriza o assédio moral é a sua repetitividade e prolongação das atitudes ofensivas direcionadas à vítima pelo agressor. Deve haver o desejo do mesmo de prejudicar a vítima de forma psíquica ou moral para desestabilizar o emprego, fator este que é responsável por ocasionar desestruturação na vida do mesmo, resultando em alguma patologia de ordem moral, danos psíquicos, dentre outros.

    Conforme definição de Márcia Novaes Guedes a expressão “Assediar” significa:
    Assediar, portanto, é submeter alguém, sem tréguas, a ataques repetidos requerendo, assim, a insistência, a repetição de condutas, procedimentos, atos e palavras, inadequadas e intempestivas, comentários perniciosos e críticas e piadas inoportunas, com o propósito de expor alguém a situações incômodas e humilhantes. Há certa invasão da intimidade da vítima, mas não em decorrência do emprego abusivo do poder diretivo do empregador, visando proteger o patrimônio da empresa, mas sim deriva de conduta deliberativa com o objetivo de destruir a vitima e afastá-la do mundo do trabalho. (GUEDES, 2003: p. 33).
    O instituto ora discutido não é presente e recorrente só no Brasil, tendo definições em outros países, que já noticiaram a sua ocorrência em diversos setores e tipos de relações trabalhistas. São as definições pelo mundo:
    · Harcèlement moral (assédio moral), na França;
    · Bullying (tiranizar), na Inglaterra;
    · Mobbing (molestar), nos Estados Unidos e na Suécia;
    · Murahachibu, ijime (ostracismo social), no Japão;
    · Psicoterror laboral, acoso moral (psicoterror laboral, assédio moral), na Espanha.
    Se você já passou, ou ainda passa, denuncie! Corra atrás dos seus direitos. 

    Nunca deixe de Sonhar!




    Existem pessoas que não acreditam no seu potencial, e outras que acreditam porém, não colocam em prática o sonho que o seu coração deseja. Sabemos que tudo começa com um sonho, logo após vem a força de vontade, a insegurança, as dúvidas, mas lembre-se que a sua perseverança, esperança, deve ser maior que os seus limites pessoais, pois só assim você irá ao topo, o lugar  mais precioso que é a REALIZAÇÃO DOS SEUS SONHOS. Os sonhos são de fato o combustível da tua mente! Sem sonhos, minimas coisas no mundo se conseguiriam alcançar. 






    Nunca pense que você não é capaz, até por que se você pode sonhar você também poderá realizar. Sonhe, viva, acredite em si, você é merecedor. Seu primeiro passo é este, confiar no seu sucesso sem olhar para trás, o que passou já foi, seu futuro esta nas suas mãos, o segundo é colocar o seu sonho em um papel e pensar o que faria você chegar até lá, os mecanismos, o tempo, os gastos.


    Não olhe para os problemas ao querer realizar algo, tudo tem solução, pelo menos pense desta forma, se o ponto negativo for estudo, se esforce, estude! Se for dinheiro, crie algo, venda algo, encontre um emprego,
    compartilhe algo que sabes e ganhe com isto,  faça de ti uma ferramenta licita e corajosa, não tenha vergonha do que você é, muito menos do que você ainda não tem. Lute, corra, e se for necessário se afaste das coisas que te deixam sem ânimo, das pessoas que não acreditam em ti, em seus sonhos, não guarde rancor, apenas confiança pois após seu sonho acontecer a transformação da sua vida ficará visível, e as pessoas te aplaudirão! 


    Débora Lira.


    quarta-feira, 4 de março de 2015

    Fique Ligado! "Férias do estágio"


    É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio tiver duração igual ou superior a 01 ano, o período de recesso é de 30 dias. Lei nº 11.788, art. 13.  #DireitodosEstagiários.

    Diferença entre Líder e Chefe.



    Você sabe a diferença entre o CHEFE e o LÍDER? Quem você queria seria ser? Por quê? e o que te chama mais atenção nas caraterísticas do seu atual/ex  "chefe ou líder"?

    Diferença entre Chefe e Líder

    O chefe é a pessoa que ocupa o cargo que foi designado por alguém. Ele tem tendência a ser autoritário, comandar pessoas e distribuir ordens, sempre visando lucros e resultados. Geralmente o chefe não pensa no bem-estar coletivo, ele enxerga os funcionários abaixo da cadeia da instituição e que devem seguir suas ordens da maneira que ele julga mais eficaz. O chefe é excelente em apontar e responsabilizar os outros quando algo não dá certo, 
    mas quando o objetivo é alcançado age como se ele tivesse executado só.

    O líder é conhecido como motivador de sua equipe, ele inspira as pessoas, trabalha junto com o grupo e procura valorizar as habilidades dos indivíduos, respeitando suas limitações e ajudando a superá-las. Ele não visa apenas os resultados, ele se preocupa com o caminho até ser alcançado o objetivo, por não apresentar uma postura de centralizador tem a tendência de ser muito respeitado. Tenha certeza que para ele, você não é só um numero.
    Existem aquelas pessoas que são líderes natos, esses têm a vocação! Possuem iniciativa, capacidade de influência, capacidade de comunicação, e estão a disposição de ajudar, não a fazer para o outro, mas ensiná-lo e orientá-lo para que faça sozinho.

    Ele utiliza critérios justos em uma decisão e sempre esta focado na solução do problema, e não em apontar quem o causou.
    Mas a liderança é algo a ser alcançado, existem cursos de aperfeiçoamento que auxiliam no desenvolvimento dessa habilidade, basta estar disposto a mudança de hábitos. Uma boa liderança trás benefícios para a empresa, os resultados sempre serão melhores quando conduzidos por uma equipe motivada.

       
    O caminho que você esta trilhando esta fazendo
    de você
    um Líder ou um Chefe? Veja os 4 passos para se tornar Líder e Boa Sorte!




    1. ESTEJA ABERTO A CONTRIBUIÇÕES

    Seja um líder flexível e aberto a contribuições por parte de sua equipe. Ouça todas as opiniões, sugestões e novas ideias. Assim, seus colaboradores se sentirão importantes e darão o melhor de si em prol de bons resultados.

     2.  DÊ O EXEMPLO

    Essa é uma dica preciosa para todo líder que deseja potencializar sua liderança. Seja exemplo para seus liderados e, assim, os comportamentos da sua equipe serão reflexos de suas próprias ações.
    3.  DÊ SUPORTE A SEUS LIDERADOS
    Outra dica importante para ser um bom líder e não um mau chefe é acompanhar seus colaboradores no dia a dia de trabalho. É importante ser flexível e dar autonomia a cada um quando necessário, mas também é imprescindível que você esteja junto com sua equipe acompanhando as demandas e a evolução de cada um. Seja o suporte que eles necessitam.
    4. RESPEITO É FUNDAMENTAL

    Honre e respeite a vida de cada colaborador. Lembre-se de que um nível mais alto na hierarquia não dá o direito de desrespeitar e humilhar os outros profissionais. Trate-os da mesma maneira que gostaria de ser tratado, pois eles são parte fundamental da equipe.
    Vale lembrar que por trás de todos os resultados alcançados pela empresa estão as pessoas que, no dia a dia, dão o melhor de si em busca de grandes conquistas. Profissionais bem liderados e motivados produzem mais, se empenham mais e, consequentemente, alcançam importantes metas.
    E você, que outras dicas considera importante para se tornar um bom líder e não um mau chefe? Deixe o seu comentário e compartilhe o conhecimento com seus amigos!




    terça-feira, 3 de março de 2015

    Estagiários podem ser convocados para trabalhar nas Eleições!

    Estagiários podem ser convocados para trabalhar nas eleições! 



    A Legislação do Estágio não regula esta matéria, mas ela está normatizada na Lei nº 9.504/97, constante do Artigo 177 da Resolução do TSE nº 23.218, que dispõe sobre os atos preparatórios para Estagiários que trabalham nas Eleições, reproduzida abaixo, na íntegra: 
    "Os eleitores nomeados para compor as Mesas Receptoras de Votos, de Justificativas, as Juntas Eleitorais e os requisitados para auxiliar os seus trabalhos, inclusive aqueles destinados a treinamento, preparação ou montagem de locais de votação, serão dispensados do serviço e terão direito à concessão de folga, mediante declaração expedida pelo Juiz Eleitoral ou pelo Tribunal Regional Eleitoral, sem prejuízo do salário, vencimento ou qualquer outra vantagem, pelo dobro dos dias de convocação (Lei nº 9.504/97, art. 98)."

    Além de ganhar uma folga, o outro lado positivo é estar colaborando com o processo de votos auxiliando e torcendo para que o Brasil tenha um progresso melhor diante dos nossos olhos.

    segunda-feira, 2 de março de 2015

    Lei de do Estagiários. Entenda!




    Nos dias de hoje, muitas pessoas falam sobre estagio, porém, muitas não entendem como é o processo, e quais são as legislações que a CLT especifica, então resolvi criar este poste para esclarecer algumas dúvidas.  

    A atual Lei do Estágio, em vigor desde 25/09/2008, define os parâmetros que regulamentam as contratações de Estagiários, abaixo os principais:

    - A carga horária máxima está limitada a seis horas/dia, trinta horas semanais.  A jornada pode ser cumprida em mais de uma Organização concedente, desde que não exceda, no total, o limite legal permitido;

    - Estagiários têm direito ao recesso remunerado (férias) de trinta dias a cada doze meses de estágio na mesma Empresa ou, o proporcional ao período estagiado se menos de um ano. Não há abono de férias, 1/3.  A Legislação do estágio não contempla o 13º salário.  A rescisão antecipada do Contrato de Estágio, independentemente da iniciativa, preserva o direito do Estagiário quanto ao recesso remunerado; 

    - O tempo máximo de estágio na mesma Empresa é de dois anos, exceto quando tratar-se de Estagiário portador de deficiência;

    - Diferentemente da CLT, a Legislação do Estágio não estabelece um piso mínimo para a Bolsa estágio, o valor da remuneração é definido de comum acordo entre as partes pactuantes no Contrato de Estágio;

    A remuneração do estágio e a cessão do auxílio transporte são compulsórias, exceto nos casos de estágios obrigatórios. O valor do auxílio pode ser parcial, entretanto, a Legislação do Estágio não prevê o desconto de 6% sobre a remuneração do estágio; 
    - A remuneração da Bolsa estágio pressupõe o cumprimento das atividades práticas previstas no Contrato de Estágio. Faltas e atrasos no cumprimento destas obrigações ensejam o desconto correspondente ao período não estagiado. A Organização concedente do estágio poderá, a seu exclusivo critério, abonar as ausências justificadas;

    estágio obrigatório é aquele definido como tal no projeto do curso, cuja carga horária é requisito para aprovação e obtenção do diploma. O estágio não obrigatório é desenvolvido livremente como atividade opcional e, neste caso, as horas de estágio serão acrescidas à carga horária regular e obrigatória, quando tal previsão integrar o currículo acadêmico do curso;

    - O capital segurado do Seguro de Acidentes Pessoais, cujo número da Apólice e nome da Seguradora precisam constar do Contrato de Estágio, deve ser compatível com os valores de mercado;

    - Um Supervisor de Estágio poderá supervisionar até dez Estagiários;
    - A Legislação estabelece para estagiários de nível médio regular (2º grau / colegial), de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos, a proporcionalidade de contratações de estagiários em relação ao quadro de funcionários, conforme abaixo: 
    Art. 17. O número máximo de estagiários em relação ao quadro de pessoal das entidades concedentes de estágio deverá atender às seguintes proporções:


    I - de 1 (um) a 5 (cinco) empregados: 1 (um) estagiário;
    II - de 6 (seis) a 10 (dez) empregados: até 2 (dois) estagiários;
    III - de 11 (onze) a 25 (vinte e cinco) empregados: até 5 (cinco)estagiários;
    IV - acima de 25 (vinte e cinco) empregados, até 20% (vinte por cento) de estagiários.
    § 1º Para efeito desta Lei, considera-se quadro de pessoal o conjunto de trabalhadores empregados existentes no estabelecimento do estágio.
    § 2º Na hipótese de a parte concedente contar com várias filiais ou estabelecimentos, os quantitativos previstos nos incisos deste artigo serão aplicados a cada um deles.
    § 3º Quando o cálculo do percentual disposto no inciso IV do caput deste artigo resultar em fração, poderá ser arredondado para o número inteiro imediatamente superior.
    Obs.: Essa limitação não se aplica aos estágios de nível superior e de nível médio profissional.
    - Conforme determina o inciso XXXIII, do Artigo 7º da Constituição Federal, é proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos. Lembrando que os Profissionais Liberais com registros em seus respectivos Órgãos de Classe podem contratar Estagiários.